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SANTOS
DO MÊS - ABRL |
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1
Santo Hugo de Grénoble,
Bispo e Confessor
(+ Grénoble, França, 1132)
Aos
28 anos de idade foi sagrado bispo pelo Papa São Gregório
VII. Durante 52 anos ficou à testa da diocese de Grénoble,
por obediência, embora se sentisse atraído para a vida
monástica. Deu apoio a São Bruno, fundador da Cartuxa,
e colaborou eficazmente na reforma da Igreja iniciada
por São Gregório e continuada por seus sucessores. Tal
era a fama de sua santidade que foi canonizado apenas
dois anos depois de ter falecido. |
2
São Francisco de
Paula, Confessor
e Santa Maria Egipcíaca, Penitente
(+ França, 1508 + Palestina, séc. V)
Fundador
da Ordem dos Mínimos, São Francisco de
Paula foi célebre por sua santidade, pelos milagres que
praticou e pelas profecias que fez acerca do futuro da
Igreja. Por humildade, nunca quis ser ordenado
sacerdote. Santa Maria Egipcíaca, natural do Egito,
abandonou a casa paterna aos 12 anos de idade e se
tornou pecadora escandalosa. Tinha 29 anos quando,
tocada pela graça, converteu-se e fugiu para um local
isolado, na Palestina, onde passou 47 anos sem ver
nenhuma criatura humana e fazendo as mais austeras penitências.
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3
São Ricardo de Chichester,
Bispo e Confessor
(+ Inglaterra, 1253)
Seus
pais eram camponeses pobres e morreram muito cedo. Órfão,
teve que lutar com grandes dificuldades para concluir,
com grande brilho, os estudos superiores. Foi professor
e depois reitor da Universidade de Oxford. Somente aos
46 anos aceitou de ser ordenado sacerdote. Um ano depois
foi feito bispo de Chichester. Como o rei Ricardo III não
aprovou sua nomeação, teve que entrar na diocese
disfarçado em mendigo e durante dois anos exerceu as
funções episcopais na clandestinidade, até que o rei,
afinal, o aceitou. Ficou célebre por sua piedade e pelo
zelo com que administrou a diocese. Quando faleceu, aos
56 anos, estava empenhado na pregação de uma Cruzada.
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4
Santo Isidoro de Sevilha, Bispo,
Confessor e Doutor da Igreja
(+ Sevilha, 636)
Sucedeu
a seu irmão São Leandro no Bispado de Sevilha. Piedoso
e cheio de zelo, era um dos homens mais cultos do tempo
e deixou escritos profundos e originais. Sua atividade
como bispo foi fecunda e incansável. O VIII Concílio
de Toledo se referiu a ele com estas palavras: "doutor
insigne do nosso século, novíssimo ornamento da Igreja
Católica, o varão mais sábio dos últimos séculos,
cujo nome deve ser pronunciado com reverência".
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5
São Vicente Ferrer, Confessor
(+ França, 1419)
Dominicano
natural da Catalunha, foi apóstolo brilhante e
converteu grande número de hereges e muçulmanos.
Pregou na Itália, no sul da França e na sua terra
natal. Esforçou-se para que fosse restabelecida a
unidade da Igreja, durante o grande cisma do Ocidente.
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6
São Marcelino de Cartago, Mártir
(+ África, 413)
São
Marcelino era alto funcionário do Império e possuía
grande cultura. Amigo de São Jerônimo e de Santo
Agostinho, foi morto devido a intrigas dos hereges
donatistas, cujos erros combatia tenazmente
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7
São João Batista de la Salle, Confessor
(+ Rouen, França, 1719)
Fundou
o Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs, dedicados
ao ensino de meninos. Teve dificuldades com alguns de
seus mais próximos colaboradores. Deixou as funções
de superior e dedicou os últimos tempos de vida à oração
e ao sacrifício.
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8
São Guálter, Confessor
(+ Pontoise, França, 1099)
Foi
eleito abade do Mosteiro de São Martinho de Pontoise
mas, julgando-se indigno dessa dignidade, várias vezes
fugiu, sendo sempre procurado pelos seus súditos, que o
reconduziam de volta ao mosteiro. Apelou ao Papa São
Gregório VII, tentando convencer o Pontífice de que
era indigno. Mas São Gregório, reconhecendo a profunda
humildade dele, ordenou-lhe que reassumisse as funções
de abade e nunca mais pensasse em abandoná-las.
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9
Santa Valdetrudes, Viúva
(+ Bélgica, 688)
Era
irmã de Santa Aldegundes. Foi mãe de família e deu tão
excelente educação aos seus quatro filhos, que todos
eles foram santos. De comum acordo com seu esposo,
separaram-se, indo ele para uma abadia e edificando ela
um mosteiro feminino do qual foi superiora.
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10
Santos Terêncio e 39 Companheiros,
Mártires
(+ Cartago, 250)
Durante
a perseguição do imperador Décio, sofreram tormentos
cruéis e foram, afinal, degolados, por se terem
recusado a sacrificar aos ídolos.
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11
Santa Gema Galgani, Virgem
(+ Luca, Itália, 1903)
Foi
grande mística e amiga da Cruz de Nosso Senhor, e teve
o privilégio de receber os estigmas da Paixão. Via com
freqüência seu Anjo da Guarda, que lhe dava conselhos
e a ajudava. Deus, por algum misterioso desígnio,
permitia que o demônio a perseguisse e maltratasse.
Quis entrar no convento das passionistas, mas não
conseguiu. Morreu aos 25 anos de idade, espiritualmente
ligada à Congregação passionista.
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12
São Vítor de Braga,
Mártir
(+ Braga, Portugal, séc. IV)
Era
jovem catecúmeno e ainda não recebera o batismo quando
sofreu o martírio, porque se recusou a cultuar deuses
pagãos. Foi açoitado, teve o corpo rasgado por lâminas
em brasa e afinal foi decapitado, proclamando sempre,
com ardor, sua fé em Jesus Cristo.
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13
Santo Hermenegildo, Mártir
(+ Sevilha, 586)
Príncipe
herdeiro do reino visigótico, combateu com armas na mão
o arianismo, religião oficial do Estado. Foi excluído
da sucessão e decapitado por ordem de seu pai, o rei
Leovigildo, que professava fanaticamente a heresia.
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14
Santo Ardalião, Mártir
(+ séc. IV)
O
Martirológio Romano registra que viveu no Oriente e era
ator. Certo dia em que, numa comédia, estava zombando
dos cristãos, foi subitamente tocado pela graça e
proclamou-se cristão diante do público pagão,
sofrendo o martírio em conseqüência disso.
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15
São Crescêncio, Mártir
(+ Mira, Ásia Menor, séc. IV)
Católico
fervoroso, teve a coragem de reprovar publicamente um
culto pagão, sendo por isso levado à prisão e
martirizado pelo fogo.
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16
São Benedito José Labre, Confessor
(Roma, + 1783)
Natural
da França, não conseguiu ser religioso, como desejava.
Adotou então a condição de mendigo voluntário, e
passou a vida em contínua peregrinação a santuários.
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17
Santo Aniceto, Papa e Mártir
(+ Roma, 166)
Nascido
na Síria, foi Papa de 154, quando sucedeu a São Pio I,
até 166, quando sofreu o martírio. Durante seu
pontificado enfrentou com vigor a heresia gnóstica, que
então devastava os meios católicos. Foi visitado certa
vez pelo venerável São Policarpo de Esmirna, que
apesar da idade avançada se deslocou do Oriente até
Roma para esclarecer com o sucessor de Pedro um assunto
controverso: qual deveria ser a data da celebração da
Páscoa.
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18
Santo Apolônio, o Apologeta,
Mártir
(+ Roma, 185)
Era
senador romano e gozava de grande prestígio, não só
por sua elevada condição social mas também por sua
cultura excepcional, pelos dotes de eloqüência e pela
distinção de maneiras. Converteu-se à Religião católica
e iniciou um intenso e eficaz trabalho de apostolado
junto às elites romanas. Denunciado às autoridades
como cristão, aproveitou-se das suas condições
especiais que lhe garantiam o direito de ser julgado
pelo Senado, e ali desenvolveu uma longa e completa
defesa do Cristianismo contra as falsas acusações de
que este era objeto e declarando estar pronto a morrer
por Nosso Senhor. Foi, efetivamente, condenado à morte
e decapitado. No momento extremo fez ainda uma última
profissão de fé. Sua morte teve, como é compreensível,
enorme repercussão no Império e contribuiu muito para
abalar o decadente paganismo.
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19
São Leão IX, Papa e Confessor
(+ Roma, 1054)
Nascido
na Alsácia e eleito Papa em 1048, foi exemplo de
piedade, de zelo e de autêntico espírito pastoral, não
receando agir com firmeza quando necessário. Lutou
contra os abusos e escândalos de muitos membros do
Clero, combatendo a simonia e a vida moral desregrada.
Um de seus auxiliares de mais confiança nessa obra de
reforma de costumes foi o monge Hildebrando, que depois
se tornaria o grande Papa São Gregório VII. Excomungou
o ambicioso e insubordinado Miguel Cerulário, patriarca
cismático de Constantinopla, consumando-se assim o
grande cisma do Oriente.
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20
Santa Inês de Montepulciano,
Virgem
(+ Itália, 1312)
Ingressou
com apenas 9 anos num convento agostiniano e foi aos 14
nomeada ecônoma desse convento. Algum tempo depois,
inspirada por Deus, obteve licença para deixar essa
comunidade e fundar outra, da Ordem dominicana. Sua vida
é repleta de episódios maravilhosos, sendo abundantes
os milagres e as graças místicas. Faleceu aos 43 anos.
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21
Santo Anselmo de Cantuária,
Bispo, Confessor e Doutor da Igreja
(+ Inglaterra, 1109)
Nascido
no norte da Itália, foi monge e depois abade na França,
e por fim arcebispo
de Cantuária, na Inglaterra. Grande intelectual,
contribuiu para os estudos filosóficos de seu tempo e
é considerado o verdadeiro criador da Escolástica.
Esforçou-se para assegurar a liberdade da Igreja na
Inglaterra contra as intromissões do poder real, sendo
perseguido por sua firmeza.
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22
São Sotero, Papa e Mártir
(+ 175)
Napolitano
de origem, foi eleito Papa em 161, substituindo a Santo
Aniceto. Depois de um pontificado fecundo em que
manifestou zelo e compaixão pelos pobres, teve a glória
de derramar seu sangue por Nosso Senhor Jesus Cristo,
durante a perseguição de Marco Aurélio.
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23
São Jorge, Mártir
(+ Lida, Palestina, 303)
Pouco
se conhece a respeito de sua vida, sabendo-se
apenas que era militar e sofreu o martírio durante a
perseguição de Diocleciano. Seu culto se espalhou
rapidamente pelo Oriente, e por ocasião das Cruzadas
teve grande penetração no Ocidente. Muitas lendas
correm a seu respeito, entre as quais a mais popular é
a do dragão, que teria sido morto por ele. São Jorge
é padroeiro da Inglaterra e da Etiópia. O grito de
combate dos portugueses durante a Batalha de Aljubarrota
(1385) era: "Por Portugal e São Jorge". O
Brasil herdou de Portugal a tradição de incorporar,
nas procissões de Corpus Christi , uma imagem de
São Jorge montado a cavalo e armado como militar.
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24
São Fidélis de Sigmaringa, Mártir
(+ Suíça, 1622)
Nasceu
na Alemanha e foi advogado brilhante antes de ingressar
na Ordem dos Capuchinhos, onde se destacou pelo zelo
apostólico e pela caridade. Sendo designado para pregar
na Suíça, devastada pela heresia protestante,
serviu-se da pregação e do confessionário para combatê-la
eficazmente. Quando converteu dois calvinistas célebres,
atraiu de modo especial os ódios de fanáticos sectários
que o ameaçaram de morte, sem entretanto conseguirem
demovê-lo de prosseguir seu trabalho. Algum tempo
depois deram-lhe um tiro de mosquete enquanto pregava,
mas não foi atingido e continuou pregando, recusando-se
a interromper a missão. Nesse mesmo dia, porém, caiu
nas mãos de um grupo de calvinistas e o mataram a
punhaladas. Tinha então 45 anos.
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25
São Marcos Evangelista, Bispo e Mártir
(+ Egito, 86)
Foi
discípulo de São Pedro, acompanhou durante algum tempo
o Apóstolo São Paulo, depois redigiu o segundo
Evangelho e pregou no Egito, onde alcançou a palma do
martírio.
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26
Nossa Senhora do Bom Conselho
Esta
invocação, incluída na Ladainha Lauretana, é muito
antiga. Na Idade Média, num santuário situado em
Scutari, na Albânia, venerava-se um afresco milagroso
de Nossa Senhora do Bom Conselho. Em 1467, quando os
turcos maometanos estavam dominando a Albânia, Anjos
destacaram o afresco da parede e o transportaram pelos
ares até a cidade de Genazzano, próxima a Roma. Ali
permanece há mais de 500 anos, sendo objeto de grande
devoção e ocasião de inúmeros milagres.
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27
Santa Zita, Virgem
(+ Luca, 1278)
Foi
durante 40 anos criada de uma família nobre na cidade
italiana de Luca. Distribuía aos pobres o pouco que lhe
sobrava do salário recebido. Sua santidade foi
reconhecida ainda em vida, e confirmada por grande número
de milagres. É padroeira das empregadas domésticas e
patrona de Luca.
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28
São Luís Maria Grignion de Montfort, Confessor
(+ França, 1716)
Grande
doutor marial dos tempos modernos, combateu arduamente a
influência jansenista nos meios católicos, pregou no
noroeste da França -- precisamente na região em que,
80 anos depois, os camponeses se levantaram de armas na
mão contra a Revolução Francesa -- e fundou a
Companhia de Maria e a Congregação das Filhas da
Sabedoria. Vivia abrasado no amor de Deus e de sua Santa
Mãe, e aspirava ardentemente, como demonstram seus
escritos, pelo advento de uma época em que Nossa
Senhora fosse efetivamente obedecida como Rainha. Sua
obra mais célebre é o "Tratado da verdadeira devoção
à Santíssima Virgem" , em que ensina a Escravidão
por amor à Santíssima Virgem como meio mais seguro de
servir a seu Divino Filho.
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29
Santa Catarina de Sena,
Virgem e Doutora da Igreja
(+ Itália, 1380)
Era
leiga, pertencia à Ordem Terceira de São Domingos,
recebeu graças místicas extraordinárias e formou
numerosos discípulos. É considerada a maior glória da
espiritualidade dominicana. Embora mística e
contemplativa, exerceu influência enorme na vida política
e social de seu tempo, tendo trabalhado para o retorno
do Papado de Avinhão para Roma. Deixou numerosos
escritos e faleceu com apenas 33 anos.
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30
São
Pio V, Papa e Confessor
(+ Roma, 1572)
Nascido
no norte da Itália, ingressou aos 14 anos na Ordem
dominicana e fez uma brilhante carreira eclesiástica,
como bispo, cardeal, inquisidor-mor e por fim Papa. Teve
um ponfificado breve, mas extremamente fecundo. Aplicou
as decisões do Concílio de Trento, estabeleceu o texto
oficial da Santa Missa e do Ofício Divino, foi responsável
pela publicação do Catecismo Romano e ordenou o ensino
da Teologia tomista nas universidades. Sua principal
obra foi a convocação de uma Cruzada contra o perigo
muçulmano. Conseguiu a duros esforços coordenar os
interesses de potências católicas e levá-las à vitória
de Lepanto, em 1571.
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