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SANTOS
DO MÊS - JULHO |
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1
Santo Aarão
(séc. XIII A.C.)
Era
porta-voz de seu irmão Moisés, que era gago e tinha
dificuldade para se expressar em público. Foi escolhido
por Deus para ser o primeiro Sumo Sacerdote dos hebreus.
O livro do Eclesiástico, depois de falar de Moisés,
refere-se a Aarão: "(Deus) exaltou seu irmão
Aarão, semelhante a ele, da tribo de Levi. Fez com ele
uma aliança eterna. Deu-lhe o sacerdócio do seu povo.
E cumulou-o de felicidade e de glória"
(45,7-8).
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2
São Bernardino Realino, Confessor
(+ Lecce, Itália, 1616)
Nascido
em Capri, de nobre família, doutorou-se em Direito e
iniciou uma brilhante carreira literária e
administrativa. Tinha 28 anos quando faleceu sua noiva.
Desiludido das coisas do mundo, resolveu consagrar-se
inteiramente a Deus. Ingressou na Companhia de Jesus e
foi ordenado sacerdote, progredindo rapidamente nas vias
da perfeição cristã. Recebia graças místicas, lia
segredos dos corações, profetizava, tinha o dom de
curar doentes com sua bênção. Apóstolo do confessionário,
tinha também o dom do conselho, sendo procurado até
por bispos e príncipes que desejavam sua orientação.
O Papa Paulo V e diversos soberanos lhe escreviam,
pedindo orações. Quando São Roberto Belarmino o
encontrou pela primeira vez, colocou-se de joelhos
diante dele, embora fosse superior a São Bernardino na
hierarquia da Companhia de Jesus. Morreu aos 86 anos,
com a mais sólida fama de santidade.
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3
São Tomé, Apóstolo e Mártir
(+ Índia, séc. I)
De
acordo com a tradição, São Tomé pregou a Boa Nova do
Evangelho em várias partes do Oriente, e foi receber na
Índia a graça do martírio. Teria também estado no
Brasil. Narram as Escrituras que duvidou da Ressurreição
de Nosso Senhor e por isso teve o misericordioso privilégio
de tocar com seu dedo as chagas do Corpo glorioso de
Jesus Cristo.
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4
Santa Isabel de Portugal, Viúva
(+ Estremoz, 1336)
Era
filha do rei Pedro III, de Aragão, e da rainha Beata
Constança. Era sobrinha-neta de Santa Isabel da
Hungria. Foi a neta preferida de Jaime I, o
Conquistador, grande rei de Aragão. Casou, aos 12 anos
de idade, com D. Diniz, que foi rei de Portugal. É
conhecida em Portugal como a Rainha Santa. Sofreu
muito com as infidelidades e ciúmes do marido, e teve
papel decisivo na pacificação das freqüentes
contendas familiares. Exerceu também papel muito
importante na pacificação de conflitos entre reinos
cristãos, na intrincada política peninsular da Idade Média.
Viúva, passou a viver em pobreza voluntária, na
fidelidade ao espírito da Ordem Terceira de São
Francisco. Era inesgotável sua caridade. Morreu em
Estremoz e teve seu corpo conduzido para Coimbra, onde a
sepultaram no Convento de Santa Clara, cuja construção
dirigira pessoalmente.
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5
Santo Antônio Maria Zaccaria, Confessor
(+ Cremona, Itália, 1539)
Foi
médico e depois sacerdote, tendo fundado a Congregação
dos Clérigos Regulares de São Paulo, conhecidos como
Barnabitas, com a finalidade de restaurar o fervor do
Clero e do laicato. Destacou-se pela piedade eucarística,
atribuindo-se a ele a instituição das Quarenta Horas
de adoração ao Santíssimo Sacramento. Faleceu com
apenas 36 anos.
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6
Santa Maria Goretti, Virgem e Mártir
(+ Ferrieri di Conca, Itália, 1902)
Menina
de 12 anos, pobre e analfabeta, preferiu morrer
cruelmente a consentir no pecado. Rejeitou com decisão
todas as propostas do tarado que a assediava, dizendo:
"Não, não! Deus não quer! Isso é pecado!".
Foi morta com catorze punhaladas e antes de expirar
perdoou o agressor. Foi canonizada por Pio XII, em 1950.
O assassino ficou 27 anos preso e assistiu, arrependido,
à canonização da angélica virgem e mártir, morrendo
penitente num convento de capuchinhos.
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7
São Vilibaldo, Confessor
(+ Alemanha, 790)
Era
príncipe saxão, filho do rei São Ricardo. Depois de
passar alguns anos no mosteiro beneditino de
Montecassino, acompanhou São Bonifácio, que segundo a
tradição era seu tio, na evangelização da Germânia.
Foi ordenado sacerdote e sagrado bispo de Eichstadt, na
Baviera, por São Bonifácio.
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8
São Quiliano, Bispo e Mártir
(+ Wurtzburg, Alemanha, 689)
Nascido
na Irlanda, era monge e partiu como missionário para a
Baviera, que então ainda era pagã. Foi bem acolhido
pelo duque de Wurtzburg, que se dispôs a receber o
batismo, mas precisou antes regularizar sua situação
conjugal, pois vivia maritalmente com a mulher de seu
irmão. São Quiliano, depois de consultar o Papa, impôs
que o duque despedisse a mulher, mas esta mandou
assassinar o missionário e ocultar seu corpo. Devido a
esse episódio, somente 50 anos mais tarde se deu, com São
Bonifácio, a evangelização da Baviera.
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9
Beata Paulina do Coração Agonizante de Jesus, Virgem
(+ São Paulo, 1942)
Seu
nome civil era Amábile Lúcia Visintainer. Nasceu no
norte da Itália, em 1865, e com dez anos acompanhou
seus pais, que emigraram para o Brasil e se instalaram
no Estado de Santa Catarina. Fundou, com finalidades
educativas e assistenciais, a Congregação das Irmãzinhas
da Imaculada Conceição, da qual foi eleita superiora
geral vitalícia. Anos depois, em São Paulo, para onde
se havia transferido a casa-mãe da congregação, foi
injusta e precipitadamente punida pelo arcebispo de São
Paulo, que a demitiu das funções de superiora e a
proibiu de, no futuro, exercer qualquer cargo de mando
na Congregação. Aceitou com virtude heróica essa punição
abusiva e irregular do ponto de vista do Direito Canônico,
e passou mais de trinta anos como simples religiosa,
modelo de obediência e humildade, sem nunca exercer
qualquer função diretiva na obra da qual era
fundadora. Faleceu pronunciando o que sempre foi o lema
de sua vida: "Faça-se a vontade de Deus!"
Foi beatificada por João Paulo II, em 1991.
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10
Santa Felicidade e seus Sete Filhos, Mártires
(+ Roma, séc. II)
Santa
Felicidade foi martirizada em Roma durante o reinado de
Marco Aurélio, depois de ter animado e exortado ao martírio
seus sete filhos, Santos Januário, Félix, Filipe,
Silvano, Alexandre, Vital e Marcial. A respeito da heróica
matrona, assim escreveu São Pedro Crisólogo: "No
meio dos cadáveres mutilados e sangrentos daquelas
ofertas queridas, passava mais alegre do que antigamente
ao lado dos seus berços, porque via com os olhos da fé
uma palma em cada ferida, em cada suplício uma
recompensa e sobre cada vítima uma coroa".
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11
São Bento Abade, Confessor
(+ Montecassino, Itália, 547)
Nascido
em Núrsia, Itália, ainda adolescente deixou sua nobre
família e os estudos e se dirigiu para a solidão, a
fim de viver no temor de Deus. Foi o fundador da Ordem
beneditina, a qual desempenhou um papel fundamental na
Idade Média, evangelizando e civilizando os pagãos,
preservando, nos tempos piores das invasões bárbaras,
o que havia de melhor na cultura e na ciência, fundando
inúmeras nações. O humilde monge estava na raiz de
uma obra civilizadora e evangelizadora colossal. O Papa
Pio XII chamou-lhe, a justo título, "Pai da
Europa". Foi também chamado "Patriarca
dos Monges do Ocidente".
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12
São João Gualberto, Confessor
(+ Itália, 1073)
Pertencia
a uma família nobre e considerou um dever vingar-se do
assassino de seu irmão. Depois de o ter longamente
procurado, foi encontrá-lo numa Sexta-Feira Santa.
Tocado pela graça, perdoou o inimigo e se fez monge.
Fundou em Vallombrosa um ramo novo da Ordem de São
Bento e combateu, pelo exemplo e pela pregação, a
decadência do Clero de sua época.
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13
Santo Henrique e Santa Cunegundes, Imperadores
(+ Alemanha, 1024 e 1033)
Santo
Henrique, duque da Baviera e imperador do Sacro Império,
foi educado por São Volfgango. Modelo de governante católico,
empenhou-se na propagação da Fé, tendo papel de
grande importância para a conversão de seu cunhado
Santo Estêvão, rei da Hungria. Procurou restaurar,
conforme a espiritualidade de Cluny, o espírito monástico
então decadente, sendo nesse ponto aconselhado por
Santo Odilon, abade de Cluny. Foi casado com Santa
Cunegundes, vivendo ambos em perfeita continência.
Depois do falecimento de Santo Henrique, ela foi
terminar seus dias num mosteiro que havia fundado.
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14
São Camilo de Lellis, Confessor
(+ Roma, 1614)
Pertencia
a uma nobre família mas, infelizmente, não se portou
bem no início da vida. Foi militar e revelou mau caráter,
sendo expulso da tropa. Viciado em jogo, perdeu todos os
bens e decaiu até à condição de mendigo. Foi nesse
ponto que a graça o tocou. Arrependeu-se profundamente
de seus pecados e passou a servir, por espírito de
caridade, aos doentes pobres em hospitais. Fundou a
Companhia dos Servidores dos Enfermos, conhecidos como
Camilianos. Foi declarado por Leão XIII patrono dos
enfermos e hospitais, juntamente com o português São
João de Deus.
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15
São Boaventura, Bispo, Confessor e Doutor da Igreja
(+ Lyon, França, 1274)
Conta-se
que, quando chegaram os emissários do Papa Gregório X
para entregar o chapéu de cardeal a Frei
Boaventura, superior geral da Ordem franciscana e
mestre respeitado em toda a Europa, o encontraram na
cozinha do seu convento, despretensiosamente ocupado em
lavar louça. Italiano de origem, São Boaventura
ingressou aos 17 anos na Ordem franciscana. Foi uma das
mais poderosas inteligências de seu tempo e de toda a
História da Igreja. Discípulo de Alexandre de Hales,
era amigo e companheiro de lutas do dominicano São Tomás
de Aquino. Tiveram ambos carreiras paralelas, juntos
combateram os erros de doutores de Paris inimigos das
Ordens mendicantes e faleceram ambos ainda relativamente
jovens, no mesmo ano. São Boaventura teve,
diferentemente de São Tomás, uma vida muito ativa que
não lhe permitiu dedicar todo o seu tempo ao estudo. Além
de superior geral de sua Ordem, foi bispo e cardeal. É
cognominado o "Doutor Seráfico".
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16
Nossa Senhora do Carmo
Neste
dia se comemora a Festa de Nossa Senhora do Carmo, ou do
Monte Carmelo. A Ordem carmelitana considera seus
fundadores o Profeta Santo Elias -- que viveu no Monte
Carmelo, na Terra Santa, e que séculos antes da vinda
ao mundo de Nosso Senhor já vira sua Santa Mãe
simbolizada numa nuvenzinha -- e seu discípulo Santo
Eliseu. O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, dado
pela Santíssima Virgem a São Simão Stock no século
XIII da Era Cristã, é ao mesmo tempo o privilégio
maior e o sinal distintivo da espiritualidade
carmelitana.
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17
Beatos Inácio de Azevedo e 39 Companheiros, Mártires
(+ 1570)
Em
junho de 1570 partiu de Lisboa para o Brasil o Beato
Padre Inácio de Azevedo, acompanhado de 70 sacerdotes e
irmãos jesuítas. Quis a Providência que essa gloriosa
coorte de apóstolos não chegasse ao Brasil, pois a
maior parte deles encontrou o martírio, por mãos de
hereges protestantes, no Oceano Atlântico. Em 15 de
julho de 1570 a nau Santiago, no qual viajavam o Padre
Inácio e numerosa leva de jesuítas, viu-se cercada por
várias naus de piratas protestantes de origem francesa.
Após longa luta em que os católicos, inferiores em número
e em armamento, causaram consideráveis estragos aos
atacantes, afinal sucumbiu a nau portuguesa. Foram
martirizados, por ódio à Fé católica, juntamente com
o Padre Inácio, 39 outros jesuítas, sendo 31
portugueses e 8 espanhóis. São venerados como os
Quarenta Mártires do Brasil.
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18
São Frederico, Bispo e Mártir
(+ Holanda, 838)
Bispo
de Utrecht, na Holanda, esforçou-se para eliminar os
restos de paganismo e idolatria ainda existentes na
região. Censurou publicamente os escândalos dados
pela imperatriz Judite, segunda esposa do imperador Luís,
o Bonacheirão. Consta ter sido ela que, rancorosa,
encarregou dois assassinos de apunhalar o Santo.
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19
Santo Arsênio, Confessor
(+ Egito, 445)
Romano
de nobre família, foi anacoreta no deserto, ali
vivendo quase 50 anos. Tanto amava o isolamento e
temia os perigos do convívio com seculares que, certa
vez, foi visitado em sua solidão por uma senhora
romana de idade já madura, que desejava aconselhar-se
com ele e pedir-lhe orações. -- "Volte para
sua terra e deixe-me em paz!", gritou o Santo
do fundo de sua gruta. -- "Prometa-me ao menos
lembrar-se de mim em suas orações",
suplicou a dama. -- "Pelo contrário, prometo
esquecê-la", respondeu o Santo.
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20
Santo Elias, Profeta
(+ séc. IX A. C.)
Ardente
de zelo pelo Senhor
Deus, cujo culto era conspurcado em Israel pelos idólatras,
Santo Elias não hesitou em degolar 450 sacerdotes de
Baal. É considerado pai espiritual da Ordem
carmelitana e precursor da devoção à Santíssima
Virgem séculos antes de Ela ter nascido (ver 16 de
julho). Estava em companhia de Santo Eliseu, seu discípulo
perfeito e continuador, quando um carro de fogo,
puxado por cavalos também de fogo, o arrebatou aos céus.
Deverá voltar no fim do mundo para enfrentar o
Anticristo.
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21
São Lourenço de Bríndisi, Confessor e Doutor da
Igreja
(+ Lisboa, 1619)
Nascido
na Itália, já aos seis anos de idade repetia com tanta
candura e unção os sermões que ouvira, e produzia
assim tanto bem às almas, que foi encarregado pelo
seu bispo de "pregar" na catedral. Foi
religioso capuchinho e superior geral de sua Ordem.
Pregador inspirado, lutou arduamente contra os erros
protestantes e desempenhou missões diplomáticas
importantes a serviço da Igreja e do Papado. Possuía
grande erudição e dominava perfeitamente os idiomas
grego e hebraico, tendo grande autoridade em Escriturística.
Deixou obras escritas de polêmica antiprotestante e
de exegese bíblica.
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22
Santa Maria Madalena, Penitente
(+ séc. I)
Arrependida
sinceramente de suas faltas passadas, esteve ao lado
de Nossa Senhora aos pés da Cruz, no alto do Calvário.
Mereceu a graça de ser a primeira a reconhecer Nosso
Senhor no Domingo de Aleluia e anunciou ao Apóstolos
a Ressurreição. Segundo antiga tradição, foi
morrer no sul da França, com seus irmãos São Lázaro
e Santa Marta.
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23
Santa Brígida da Suécia, Viúva
(+ Roma, 1373)
Grande
mística medieval, pertencia à Família Real sueca.
Casou com o virtuoso príncipe Wulfon, com quem teve
oito filhos. Após algum tempo de casados, de comum
acordo os dois esposos se separaram. Wulfon tornou-se
cisterciense e Santa Brígida foi, em companhia de sua
filha Santa Catarina, para Roma, onde veio a falecer.
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24
Santa Cristina, a Admirável
(+ Bélgica, 1224)
Tinha
pouco mais de 20 anos quando faleceu, mas ressuscitou
durante a Missa de corpo presente. Segundo Tiago de
Vitry, cronista sério que a conheceu pessoalmente,
"já estava morta havia muito tempo, mas
conseguiu a graça de retomar o corpo, a fim de sofrer
o seu Purgatório cá na terra". Sua vida, depois
desse maravilhoso episódio, foi repleta de milagres e
fenômenos misteriosos. Morreu pela segunda vez com
mais de 70 anos de idade, num convento no qual levou
sempre vida exemplar.
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25
São Tiago o Maior, Apóstolo e Mártir
(+ séc. I)
Era
irmão de São João Evangelista e foi particularmente
privilegiado entre os Apóstolos, pois esteve presente
na Transfiguração de Nosso Senhor e na Agonia do
Horto. Foi o primeiro dos doze Apóstolos a sofrer o
martírio, no ano 44 de nossa Era. Seu sepulcro, em
Compostela, norte da Espanha, é até hoje centro de
peregrinação mundialmente famoso.
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26
São Joaquim e Santa Ana, Pais da Santíssima Virgem
É
muito antiga a devoção a São Joaquim e Santa Ana,
sobretudo no Oriente. A liturgia de São João Crisóstomo
refere-se a eles como " _os santos Avós de Deus
Joaquim e Ana_ ". Grande deve ter sido a
santidade dos dois esposos, para que deles nascesse a
Virgem Imaculada, a Mãe de Deus!
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27
São Pantaleão, Mártir
(+ Nicomédia, Ásia Menor, séc. III)
Era
médico e, tendo-se convertido à Religião católica,
passou a operar curas milagrosas, com o que despertou
inveja de médicos pagãos que o denunciaram ao
imperador Maximiano. São Pantaleão, depois de sofrer
tormentos vários, deu a vida por amor a Jesus Cristo.
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28
Santos Mártires da Tebaida
(+ Tebaida, Egito, séc. III)
Houve
muitos mártires na Tebaida, nos reinados de Décio e
Valeriano. O Martirológio Romano registra o caso de
um que foi amarrado sobre um leito de flores;
aproximou-se dele uma prostituta para induzi-lo ao
pecado, mas ele cortou com os dentes a própria língua
e cuspiu-a no rosto da rameira, que fugiu apavorada.
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29
Santa Marta, Virgem
(+ séc. I)
Era
irmã de São Lázaro e de Santa Maria Madalena, e
recebeu mais de uma vez a visita de Nosso Senhor em
sua casa, esforçando-se por atendê-Lo com o máximo
zelo. É por isso honrada como padroeira das
cozinheiras e das donas de casa. Segundo antiga tradição,
foi com seus irmãos para o sul da França, onde
faleceu.
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30
São Pedro Crisólogo, Bispo, Confessor e Doutor da
Igreja
(+ Ímola, Itália, séc. V)
Bispo
de Ravena, faleceu por volta do ano 450. Foi chamado
Crisólogo, ou seja, palavra de ouro, devido a sua
eloqüência e segurança de doutrina. Parece ter tido
relacionamento muito íntimo com o Papa São Leão
Magno. Negou-se terminantemente a apoiar o herege Êutiques,
que fora condenado no Concílio de Constantinopla e
pedira apoio ao bispo de Ravena. Conservam-se até
hoje 176 sermões de São Pedro Crisólogo.
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31
Santo Inácio de Loyola, Confessor
(+ Roma, 1556)
Nobre
espanhol, converteu-se aos 30 anos de idade, depois de
uma breve mas brilhante carreira nas armas, e fundou a
Companhia de Jesus. Alma profundamente militar, quis
dotar a Igreja de uma milícia nova, aguerrida e
disciplinada, para a defesa da glória de Deus e a
conquista das almas. No século em que o
protestantismo arrebatou à verdadeira Religião um
terço da Europa, Santo Inácio foi sem dúvida o
lutador suscitado pela Providência para atender de
modo pleno às necessidades da Igreja.
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