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SANTOS
DO MÊS - NOVEMBRO |
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1
Todos os Santos
Neste
dia é celebrada a Igreja Triunfante, constituída por
todos os bem-aventurados que salvaram sua alma e estão
no Paraíso, na posse da visão beatífica de Deus. Os
inumeráveis heróis anônimos, na sua imensa maioria
esquecidos pelos demais homens e pela História, que ao
longo dos tempos foram passando desta vida para a
Eternidade em estado de graça, e pelos méritos da Paixão
de Nosso Senhor Jesus Cristo foram sendo admitidos no
Paraíso -- todos esses, embora esquecidos na Terra, são
santos e são honrados pela Igreja neste dia.
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2
Fiéis Defuntos
Depois
de ter celebrado, no dia 1° deste mês, seus filhos
admitidos à Glória eterna, a Igreja, mãe compassiva e
misericordiosa, recorda hoje aqueles que já salvaram
suas almas mas ainda não puderam entrar no Paraíso,
por estarem se purificando no Purgatório. Ela incentiva
os fiéis a rezarem por essas almas padecentes e abre
com liberalidade, em benefício delas, os tesouros de
suas indulgências.
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3
São Martinho de Lima (ou de Porres), Confessor
(+ Lima, 1639)
Filho
natural de um nobre espanhol e de uma panamenha de
origem africana, ingressou aos 15 anos como oblato de
um convento dominicano de Lima, no qual mais tarde
professou como irmão leigo. Exerceu habitualmente os
mais humildes serviços com despretensão e amor de
Deus. Encarregado da enfermaria, possuía um verdadeiro
dom para tratar os doentes, curando-os não apenas
fisicamente mas também às suas almas fazendo bem.
Tinha grande espírito de oração e penitência,
praticava jejuns severos e se flagelava diariamente.
Recebeu graças místicas extraordinárias, e eram tão
freqüentes os milagres que fazia que certa ocasião seu
superior até o proibiu de os fazer, por achar que eles
estavam atrapalhando a calma do convento. O Santo
humildemente obedeceu. Algum tempo depois, ele caminhava
pelas ruas de Lima quando viu um pedreiro cair de um
andaime alto. Lembrando-se de que não podia fazer
milagres, gritou ao pobre homem: "Espere aí que já
volto!" E foi correndo ao superior, pedir licença
para fazer o milagre de salvar o homem. O superior, atônito,
consentiu, e São Martinho retornou ao local do
acidente, e fez com que o homem pousasse suavemente no
chão. Durante todo esse tempo ele ficara milagrosamente
suspenso no ar, sem cair...
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4
São Carlos Borromeu, Bispo e Confessor
(+ Milão, 1584)
De
uma nobre família italiana, foi feito cardeal e
arcebispo de Milão por seu tio, o Papa Pio IV.
Sentindo-se atraído pela vida contemplativa, pensou em
renunciar à arquidiocese. Mas seu amigo o Venerável D.
Frei Bartolomeu dos Mártires, arcebispo de Braga, o
dissuadiu dessa idéia, convencendo-o de que, naquele século
em que o alto Clero tantas vezes dava mau exemplo, seria
melhor que ele, altamente colocado na escala social e
ademais sobrinho de um Papa, desse o bom exemplo de vida
santa como arcebispo. Foi o que fez São Carlos
Borromeu, modelo perfeito de pastor de almas zeloso, que
aplicou em Milão as reformas ordenadas pelo Concílio
de Trento. Faleceu com 46 anos.
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5
São Zacarias e Santa Isabel
(+ Palestina, séc. I)
Pais
de São João Batista, o Precursor do Messias. A Sagrada
Escritura lhes faz em breves e concisas palavras um dos
mais altos elogios que podem ser feitos de alguém:
"ambos eram justos diante de Deus, e de modo
irrepreensível seguiam todos os mandamentos e preceitos
do Senhor" (São Lucas 1,6).
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6
Beato Nuno Álvares Pereira, Confessor
(+ Lisboa, 1431)
Condestável
do Reino de Portugal, venceu brilhantemente os
castelhanos nas batalhas de Atoleiros, Aljubarrota e
Valverde, assegurando assim à nação lusa a independência
e a fidelidade ao verdadeiro Papa. Rico e poderoso,
tinha o senhorio de aproximadamente um terço do território
português, mas a tudo renunciou por amor de Deus,
ingressando como irmão leigo no Mosteiro do Carmo de
Lisboa, que ele mesmo edificara, e adotando o nome
religioso de Frei Nuno de Santa Maria. Sua espada sempre
invicta, que tinha gravada na lâmina o santo nome de
Maria, foi depositada no altar, nas mãos do Profeta
Elias, fundador da Ordem carmelita. Uma filha do Santo
Condestável casou com D. Afonso, filho do rei D. João
I de Portugal. Desse casal procede a Sereníssima Casa
de Bragança, que reinou em Portugal até 1889 e no
Brasil até 1889.
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7
Beato Francisco Palau, Confessor
(+ Tarragona, Espanha, 1872)
A
personalidade extraordinária do carmelita Francisco
Palau, com seu zelo ardente e combativo pela causa de
Deus e da Igreja, faz lembrar a do profeta Elias,
patriarca da família carmelitana. Nascido em Aytona, na
Catalunha, Francisco Palau professou solenemente, aos 21
anos de idade, no convento carmelita de Barcelona.
Ordenado sacerdote, apoiou com suas pregações os
carlistas, então em guerra civil contra os monárquicos
liberais. Possuía um particular discernimento do papel
desempenhado pelo demônio no mundo, e empenhou-se para
que a Igreja ampliasse o uso do exorcismo como arma
espiritual adequada às necessidades dos fiéis. Em
conseqüência de suas opiniões religiosas e políticas,
foi perseguido e exilado. Fundou duas congregações
religiosas femininas -- a das Carmelitas Missionárias e
a das Carmelitas Missionárias Teresianas -- e duas
masculinas, que vieram a se extinguir: a dos Irmãos
Carmelitas do Ensino e a dos Irmãos Carmelitas Terciários.
Em 1868, em meio a uma tempestade anticristã e
anticlerical, deu início à publicação de "El
Ermitaño", semanário religioso, político e literário.
Nesse órgão divulgava, acerca do futuro da Igreja e
das várias nações européias, análises e previsões
de impressionante agudez de espírito. Foi beatificado
em 1988.
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8
Cinco Santos Escultores, Mártires
(+ Panônia, 306)
Na
Panônia, atual Hungria, cinco escultores cristãos
foram decapitados porque se recusaram a esculpir estátuas
de ídolos. Seus corpos foram lançados ao rio Danúbio.
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9
São Teodoro, Mártir
(+ Ásia Menor, séc. III)
Era
militar e foi decapitado por ter confessado
corajosamente a fé cristã. Seu túmulo, em Achaita,
atual Turquia, foi grande foco de peregrinações.
Juntamente com São Jorge e São Demétrio constitui uma
tríade de Santos militares orientais.
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10
São Leão Magno, Papa, Confessor e Doutor da Igreja
(+ Roma, 461)
Foi
Papa durante 21 anos, num período agitado e difícil.
Combateu as heresias do eutiquianismo e do donatismo e
enfrentou sozinho Átila, rei dos Hunos, que não
invadiu a Cidade Eterna porque ficou impressionado pela
extraordinária força moral do Pontífice. Durante o IV
Concílio de Calcedônia, de que participavam 500
bispos, encerrou as discussões definindo, por escrito,
a verdadeira doutrina católica sobre a dualidade de
naturezas na unidade de Pessoa de Nosso Senhor Jesus
Cristo. Esclarecidos pelo Papa infalível, os bispos
reunidos no Concílio aclamaram essa decisão:
"Essa a fé dos Apóstolos! Foi Pedro que falou
pela boca de Leão!"
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11
São Martinho de Tours, Bispo e Confessor
(+ Candes, França, 397)
Era
filho de um oficial romano que servia na Panônia,
atual Hungria. Foi ele próprio militar. Dois anos
depois de se ter convertido à fé católica e batizado
na Gália, deixou o exército e passou a levar vida
solitária, sob a orientação espiritual de Santo Hilário
de Poitiers. Eleito mais tarde bispo de Tours, exerceu
de modo admirável suas funções de pastor. É
considerado o iniciador da vida monástica na Gália.
Fundou, perto de Tours, o Mosteiro de Marmoutier, que se
tornaria centro de grande expansão missionária e
civilizadora. De Marmoutier saiu São Patrício, que
evangelizou a Irlanda. A devoção a São Martinho é tão
intensa na França que nada menos que 3600 igrejas e 480
povoados daquele país o tomaram como patrono.
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12
São Josafá Kuncewycz, Bispo e Mártir
(+ Vitebsk, Rússia Branca, 1623)
Em
1595, um numeroso grupo de orientais membros da religião
cismática russa se converteu à Igreja Católica Apostólica
Romana. Esses católicos, que aderiram ao Papado e à
verdadeira Igreja, conservaram a liturgia oriental de São
João Crisóstomo e foram chamados Uniatas. São Josafá
foi um deles. Monge basiliano e depois arcebispo de
Polotsk, era entusiasta do Papado e da aproximação com
Roma, incorrendo por isso no desagrado de cismáticos
que o consideravam renegado e mau patriota. "Vereis
que ainda me vão matar", previu muitas vezes. E
assim de fato aconteceu em 1623, quando foi cruelmente
ferido e lançado a um rio. Contava então 43 anos de
idade.
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13
Santo Estanislau Kostka, Confessor
(+ Roma, 1567)
Pertencia
a uma das mais nobres e ricas famílias da
Polônia e estudava em Viena, em companhia de um irmão
mais velho. Convidado a ingressar na Companhia de Jesus
pela própria Santíssima Virgem, encontrou grandes
dificuldades para atender ao chamado. Seu pai, embora
católico, opôs-se inabalavelmente à vocação
religiosa de Estanislau. Em Viena, o provincial da
Companhia se dispôs a admiti-lo... desde que ele fosse
autorizado pelo pai, pois era menor de idade. Conhecendo
a obstinação paterna, Estanislau compreendeu que nunca
obteria sua autorização. Aconselhou-se então com o
Pe. Francisco Antônio, jesuíta português que era
confessor da imperatriz, e fez um voto heróico: o de
peregrinar pela Terra inteira, se necessário fosse, até
encontrar uma casa da Companhia de Jesus que o quisesse
aceitar sem a licença do pai. Fugiu ocultamente de
Viena e caminhou a pé 700 km, despistando o irmão que
o perseguia, à procura de São Pedro Canísio, superior
dos jesuítas da Alemanha. Este o acolheu com bondade e
o encaminhou a Roma, com uma carta de recomendação a São
Francisco de Borja. Mais 800 km Estanislau caminhou a pé,
até a Cidade Eterna. Lá, teve a alegria de ser aceito
como noviço da Companhia, mas permaneceu nessa condição
somente 9 meses, pois morreu, como desejava, na festa da
Assunção de Nossa Senhora do ano de 1567. Não chegou
a completar 17 anos de idade.
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14
São Serapião, Mártir
(+ Alexandria, séc. III)
Foi
martirizado no Egito, durante a perseguição do
imperador Décio. O historiador Eusébio de Cesaréia
registra seu martírio, com as seguintes palavras:
"Preso Serapião em sua casa, foram-lhe infligidas
cruéis torturas. Desfizeram-lhe todas as juntas dos
membros e o precipitaram do andar de cima da casa, de
cabeça para baixo".
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15
Santo Alberto Magno, Bispo e Doutor da Igreja
(+ Colônia, Alemanha, 1280)
Foi
sem dúvida um dos maiores sábios de todos os tempos. Não
apenas dominava como Mestre a Filosofia e a Teologia
(matérias em que teve como discípulo a São Tomás de
Aquino) mas estendia seu saber às ciências naturais.
Foi físico e químico, estudou astronomia,
meteorologia, mineralogia, zoologia, botânica, escreveu
livros sobre tecelagem, navegação, agricultura. Tão
assombroso acúmulo de ciência não o impediu de ser um
dominicano, piedoso e observante. Nomeado bispo de
Regensburg, mostrou-se pastor zeloso e exemplar, mas
logo que pôde pediu e obteve dispensa das funções
episcopais e retornou a sua cela de monge humilde e sábio.
Foi chamado "o Doutor Universal".
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16
Santa Gertrudes, a Grande, Virgem
(+ Helfta, Alemanha, 1302)
Entrou
com 5 anos de idade no Mosteiro de Helfta, na Saxônia,
lá recebendo, sob a orientação de Santa Mectildes, ótima
formação cultural e religiosa. Foi uma das maiores místicas
da Idade Média. Teve, aos 25 anos de idade, a primeira
das visões que, conforme o seu próprio depoimento,
transformaram sua vida. Propagou a celebração litúrgica
do Sagrado Coração de Jesus.
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17
Santa Isabel da Hungria, Viúva
(+ Turíngia, Alemanha, 1231)
Era
filha de André II, rei da Hungria, e foi casada com o
piedoso duque Luís IV, soberano da Turíngia. Tinha 20
anos e era mãe de três filhos pequenos quando ficou viúva;
o marido, que havia partido em Cruzada, morreu quando
estava a caminho da Terra Santa. Hostilizada cruelmente
pela família do marido, foi abandonada com os filhos na
mais negra miséria. Sofreu com admirável paciência
toda espécie de humilhações, pois até mendigos que
ela outrora socorrera tinham agora a baixeza e a
ingratidão de a insultarem, porque sabiam que não se
encontrava nas boas graças da Corte. Ofereceu-se para
ajudar num hospital de leprosos e ali praticou atos de
caridade heróica. Quando os cruzados que haviam
acompanhado seu marido retornaram à Alemanha, ficaram
indignados com o tratamento inqualificável de que
estava sendo objeto aquela que, até pouco antes, fora
soberana do país, e conseguiram reconduzi-la à Corte,
onde faleceu pouco depois, aos 24 anos.
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18
São Romão (ou Romano), Mártir
(+ Antioquia, 303)
Era
diácono e sofreu o martírio por ter incentivado os
cristãos perseguidos a permanecerem firmes e constantes
em sua fé. Foi aprisionado e morreu estrangulado.
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19
Santos Roque González, Afonso Rodríguez e João del
Castillo, Mártires
(+ Rio Grande do Sul, 1628)
Estes
três sacerdotes jesuítas de origem espanhola foram
martirizados por índios selvagens, atiçados pelos seus
pajés, em território que então pertencia à Coroa
espanhola e hoje integram o Estado do Rio Grande do Sul.
Os dois primeiros foram chacinados na redução de Caaró
e o terceiro o foi poucos dias depois, em localidade não
muito distante. Segundo depuseram 53 testemunhas, do
coração do Pe. Roque González, arrancado de seu peito
pelos índios enfurecidos, saía uma voz que dizia:
"Matastes a quem tanto vos amava e queria.
Matastes, porém, só o meu corpo, porque minha alma está
no Céu!" Os índios, ouvindo aquela voz, irritados
atravessaram o coração com uma flecha e o lançaram ao
fogo, mas as chamas milagrosamente o preservaram. Esse
coração, ainda hoje intacto, é venerado como relíquia
preciosa em Assunção.
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20
São Félix de Valois, Confessor
(+ Cerfroid, França, 1212)
Era
príncipe da Casa real francesa. Vivia como ermitão
numa floresta quando São João da Mata o convidou para,
juntos, fundarem uma ordem religiosa que se destinasse a
libertar cristãos prisioneiros dos maometanos. Foi
assim que nasceu a Ordem da Santíssima Trindade para a
Libertação dos Cativos.
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21
São Gelásio, Papa e Confessor
(+ Roma, 496)
Segundo
o testemunho de Dionísio, o Menor, reportado pelo
Martirológio Romano-Monástico, "procurou mais
servir do que exercer a sua autoridade, associou a
castidade aos méritos da doutrina, e morreu pobre, após
ter enriquecido os indigentes".
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22
Santa Cecília, Virgem e Mártir
(+ Roma, séc. III)
Era
nobre e cristã, e tinha feito voto de virgindade,
quando seu pai a casou com Valeriano. De acordo com os
costumes do tempo, não era necessário o consentimento
da noiva para o casamento, e o pai de Cecília a casou
sem tê-la antes consultado. Ela declarou ao marido sua
condição de cristã e de virgem consagrada a Deus, e
conseguiu convertê-lo, assim como ao cunhado, de nome
Tibúrcio, sofrendo os três glorioso martírio por amor
a Nosso Senhor Jesus Cristo. Santa Cecília, cujo corpo
foi reencontrado no século IX, é
invocada como padroeira da música e do canto,
porque de acordo com antiga tradição ela cantou, para
Valeriano, a beleza da castidade, e o fez de modo tão
eficaz que ele se determinou a respeitar na esposa o
voto que ela fizera. Santa Cecília foi das santas mais
veneradas desde tempos imemoriais, e teve seu nome incluído
no Cânon da Missa. Ela tem a glória de se ter
assemelhado a Maria Santíssima num ponto: ambas foram
casadas e permaneceram virgens.
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23
São Clemente I, Papa e Mártir
(+ Roma, 97)
Foi
o terceiro sucessor de São Pedro. Escreveu uma famosa
carta aos católicos de Corinto, restabelecendo com sua
autoridade a paz ameaçada internamente naquela diocese.
Trata-se de um documento de grande importância apologética,
porque demonstra que, já naqueles tempos, se entendia
que o Papa possuía uma verdadeira e efetiva autoridade
sobre os demais bispos e as suas dioceses, e não apenas
uma posição honorífica de precedência. Segundo a
tradição, São Clemente sofreu o martírio na Criméia,
para onde fora exilado e condenado a trabalhos forçados
pelo imperador Domiciano.
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24
Santos André Dung-Lac e Companheiros, Mártires
(+ Vietnã, séc. XVI)
De
acordo com o Martirológio Romano-Monástico, eram cristãos
convertidos no século XVI pelos missionários
dominicanos que começaram a difundir o Evangelho no
Vietnã, e foram martirizados porque acusados de estarem
introduzindo no país uma religião estranha. O Papa João
Paulo II os canonizou em 1988.
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25
Santa
Catarina de Alexandria, Virgem e Mártir
(+ Egito, 305)
É
sem dúvida uma das santas mais populares da História
da Igreja, universalmente venerada. De acordo com um
relato muito antigo de sua vida, era uma jovem de grande
beleza e tinha recebido de Deus o dom da sabedoria.
Conduzida diante do imperador por ser cristã,
censurou-o corajosamente por perseguir a Religião
verdadeira, fez a apologia do Cristianismo e demonstrou
a falsidade dos cultos idolátricos. Não conseguindo
discutir com ela, o imperador convocou os cinqüenta filósofos
mais cultos do Egito para que refutassem os argumentos
da jovem, mas eles também não o conseguiram e, ao
final do debate se declararam cristãos. O imperador,
encolerizado, condenou à morte os cinqüenta sábios e
sua mestra, a qual teve o corpo dilacerado por rodas com
lâminas cortantes.
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26
São Leonardo de Porto Maurício, Confessor
(+ Roma, 1751)
Nascido
na Ligúria, ingressou na Ordem
franciscana e foi pregador popular de grande sucesso, em
várias regiões da Itália. Pregava sobre a Paixão de
Nosso Senhor com um fervor tal que comovia todos os corações,
por mais endurecidos que estivessem. Foi grande
propagador da devoção ao Sagrado Coração de Jesus e
incentivou a prática do exercício da Via Sacra.
Profetizou, numa carta escrita pouco antes de morrer, a
proclamação do dogma da Imaculada Conceição, da qual
era defensor apaixonado e intransigente. Quando morreu,
tal era a fama de sua virtude que o próprio Papa foi
ajoelhar-se diante de seu corpo.
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27
Santa Catarina Labouré, Virgem
(+ Paris, 1876).
Em
1830, Nossa Senhora apareceu, em Paris, a Santa Catarina
Labouré, então jovem religiosa, e lhe ensinou a devoção
da Medalha Milagrosa. "Fazei cunhar uma medalha com
este modelo. Todas as pessoas que a usarem receberão
grandes graças, trazendo-a ao pescoço. As graças serão
abundantes para as pessoas que a usarem com confiança"
- prometeu a Santíssima Virgem. A promessa efetivamente
se cumpriu. Em março de 1832, quando iam ser
confeccionadas as primeiras medalhas, uma terrível
epidemia de cólera, proveniente da Europa oriental,
atingiu Paris. Mais de 18 mil pessoas morreram em poucas
semanas. Num único dia, chegou a haver 861 mortes. No
fim de junho, as primeiras medalhas ficaram prontas e
começaram a ser distribuídas ~entre os flagelados. Na
mesma hora refluiu a peste e tiveram início, em série,
os prodígios que em poucos anos tornariam a Medalha
Milagrosa mundialmente célebre. Em 1876, ano da morte
de Santa Catarina Labouré, mais de um bilhão de
Medalhas Milagrosas já espalhavam graças pelo mundo.
Em 1894, a Santa Igreja instituiu a festa litúrgica de
Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, a ser celebrada
neste mesmo dia 27 de novembro.
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28
São Tiago da Marca, Confessor
(+ Nápoles, 1476)
Franciscano,
tinha vida austeríssima, fazendo continuamente jejuns e
penitências. Pediu a Nossa Senhora de Loreto a graça
de pregar eficazmente as verdades eternas. A oração
foi atendida e, desde então, sua palavra obteve
verdadeiros prodígios, conseguindo conversões que
pareciam de todo impossíveis. Acompanhou São João de
Capistrano na pregação da Cruzada contra os turcos e
foi um dos artífices da gloriosa vitória de Belgrado,
em 1456. Depois de ter feito maravilhas nas regiões da
Alemanha, dispunha-se a ir pregar aos próprios turcos,
na esperança de receber assim a palma do martírio, mas
o Papa Calixto III o chamou a Roma, confiando-lhe o
cargo de inquisidor-mor. Desempenhou com dedicação
esse cargo e teve a alegria de conseguir converter
grande número de hereges, mas, como não podia deixar
de ser, atraiu sobre si ódios e perseguições. Morreu
com 90 anos, em Nápoles.
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29
São Saturnino, Bispo e Mártir
(+ França, séc. III)
Foi
um dos sete bispos enviados por Roma para a evangelização
das Gálias, onde fundou a diocese de Toulouse. Segundo
um relato do século V, incorreu na ira dos sacerdotes
de Júpiter, porque sua simples presença tornava mudo o
ídolo ao qual eles costumavam sacrificar um touro.
Certo dia, os devotos de Júpiter prenderam São
Saturnino e exigiram que fosse ele próprio sacrificar o
touro. Diante da recusa do Santo, que ademais desafiou Júpiter
a fulminá-lo com um raio se fosse capaz disso, os pagãos
o condenaram a ser arrastado até à morte pelo mesmo
touro. Por uma piedosa lembrança, os toureiros o têm,
na Espanha, como seu protetor especial.
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30
Santo André, Apóstolo e Mártir
(+ séc. I)
Foi
um dos primeiros discípulos de Nosso Senhor. Era irmão
de São Pedro, que apresentou ao Mestre. Segundo antiga
tradição, pregou na região dos Bálcãs e sofreu o
martírio sendo crucificado numa cruz em forma de X
(conhecida heraldicamente como Cruz de Santo André).
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