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28 de abril de 2019“Este é o dia da vitória de Deus, o Senhor; que seja para nós um dia de felicidade e alegria”

Instruções para a oração:
  – Procure fazer silêncio interior e exterior e leia calmamente a passagem (mais de uma vez se for preciso).
  – Pergunte ao Senhor, o que Ele quer lhe dizer através deste texto.
  – Tente perceber qual é o trecho que chama mais sua atenção, que lhe toca mais e detenha-se nele para descobrir o chamado que Deus lhe faz.
  – As perguntas são para colaborar para que a oração seja diálogo com Jesus. Use-as, se achar que podem realmente lhe ajudar.
  – Agradeça a Deus por tudo o que tem lhe dado e peça forças para ser fiel ao que hoje Ele lhe falou ao coração.

PREPARAÇÃO ESPIRITUAL

Espírito Santo, ajuda-me a encontrar-me com Jesus

que me fala em sua Palavra.

Espírito Santo, estimula-me a caminhar para a Ressurreição.

Espírito Santo, ensina-me a enamorar-me do Evangelho

e a vivê-lo cotidianamente junto aos meus irmãos.

Amém.

TEXTO BÍBLICO: Jo 20.19-31

Jesus aparece aos discípulos

Mateus 28.16-20; Marcos 16.14-18; Lucas 24.36-49

19Naquele mesmo domingo, à tarde, os discípulos de Jesus estavam reunidos de portas trancadas, com medo dos líderes judeus. Então Jesus chegou, ficou no meio deles e disse:

— Que a paz esteja com vocês!

20Em seguida lhes mostrou as suas mãos e o seu lado. E eles ficaram muito alegres ao verem o Senhor. 21Então Jesus disse de novo:

— Que a paz esteja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês.

22Depois soprou sobre eles e disse:

— Recebam o Espírito Santo. 23Se vocês perdoarem os pecados de alguém, esses pecados são perdoados; mas, se não perdoarem, eles não são perdoados.

Jesus e Tomé

24Acontece que Tomé, um dos discípulos, que era chamado de “o Gêmeo”, não estava com eles quando Jesus chegou. 25Então os outros discípulos disseram a Tomé:

— Nós vimos o Senhor!

Ele respondeu:

— Se eu não vir o sinal dos pregos nas mãos dele, e não tocar ali com o meu dedo, e também se não puser a minha mão no lado dele, não vou crer!

26Uma semana depois, os discípulos de Jesus estavam outra vez reunidos ali com as portas trancadas, e Tomé estava com eles. Jesus chegou, ficou no meio deles e disse:

— Que a paz esteja com vocês!

27Em seguida disse a Tomé:

— Veja as minhas mãos e ponha o seu dedo nelas. Estenda a mão e ponha no meu lado. Pare de duvidar e creia!

28Então Tomé exclamou:

— Meu Senhor e meu Deus!

29 — Você creu porque me viu? — disse Jesus. — Felizes são os que não viram, mas assim mesmo creram!

A finalidade deste Evangelho

30Jesus fez diante dos discípulos muitos outros milagres que não estão escritos neste livro. 31Mas estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Messias, o Filho de Deus. E para que, crendo, tenham vida por meio dele.

1. LEITURA

Que diz o texto?

ü Algumas perguntas para ajudá-lo em uma leitura atenta…

1. Em que dia da semana nos encontramos e onde estão os discípulos?

2. O que lhes diz e o que faz Jesus quando lhes aparece?

3. Qual dos discípulos estava ausente desse encontro e que diálogo tem com os demais?

4. Quando Jesus torna a aparecer e o que diz a Tomé?

5. O que Tomé responde? Que confissão faz a Jesus?

6. A quem Jesus se refere com sua frase final?

ü Algumas pistas para compreender o texto:

Mons. Damian Nannini1

Neste relato, encontramos duas aparições do Ressuscitado: uma no mesmo dia da ressurreição, com a ausência de Tomé, um dos Onze, e a segunda, oito dias mais tarde, com a presença do grupo completo, incluindo Tomé. Estas aparições acontecem “no primeiro dia da semana”, que é o nosso domingo, dia do Senhor, e que desde a época apostólica é, então, o dia da reunião dos cristãos.

Em sua primeira aparição, Jesus Ressuscitado saúda os discípulos dizendo-lhes: “Que a paz esteja com vocês!”. Mais do que um augúrio ou desejo, trata-se, aqui, da doação efetiva da paz, de uma presença real da paz como dom escatológico, tal como o havia indicado Jesus em seu discurso de despedida: “Deixo com vocês a paz. É a minha paz que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá” (Jo 14.27). Esta paz, segundo o pano de fundo do Antigo Testamento, inclui todos os bens necessárias para a vida presente e a plenitude de bens na vida futura. Contudo, o que no Antigo Testamento era promessa, pela morte e ressurreição de Cristo se torna realidade.

Em seguida, Jesus mostra-lhes suas feridas a fim de provar-lhes que é o Crucificado que ressuscitou; que é ele mesmo, mas em um estado diferente. Esta visão de Jesus Ressuscitado provoca nos discípulos uma plenitude de alegria e, deste modo, Jesus cumpre o que lhes havia anunciado, que era dar-lhes uma alegria completa (cf. Jo 15.11; 16.22).

Em seguida, pronuncia as palavras de envio e realiza o gesto de soprar sobre eles. Alguns estudiosos veem neste gesto de Jesus uma referência ao gesto primordial de Deus na criação do homem (cf. Gn 2.7). Por conseguinte, o sopro de Jesus é o sinal da nova criação: Jesus glorificado comunica o Espírito que faz o homem renascer. Com esta doação do Espírito Santo, comunica-se também aos Apóstolos o poder de perdoar ou de reter os pecados e, desta maneira, agora eles são transmissores da vida nova. Fica claro, pois, que a paz é fruto do perdão dos pecados obtido por Cristo com o dom de sua vida na cruz e que se recebe atualizado pelo dom do Espírito Santo.

O ponto culminante da narrativa se encontra na segunda cena em que Tomé, o discípulo ausente na primeira vez, é convidado a crer no testemunho da comunidade que viu o Senhor Ressuscitado. Tomé, porém, resiste a crer e não pode ver. Os discípulos viram o Senhor e acreditaram; Tomé, no entanto, não crê no testemunho deles.

Então Jesus Ressuscitado lhes aparece com os mesmos sinais de sua crucifixão e repreende a incredulidade de Tomé. A resposta de Tomé é grandiosa, porquanto pronuncia a profissão de fé mais elevada do Evangelho de João, pois aplica a Jesus os títulos que o Antigo Testamento reservava para Deus: Iahweh e Elohim.

As últimas palavras de Jesus são uma bem-aventurança na qual declara felizes os que creem sem terem visto. Estas palavras estariam dirigidas aos discípulos da segunda geração cristã, que contavam somente com a palavra pregada, e não tinham sido testemunhas oculares da ressurreição de Jesus. São declarados bem-

aventurados se, pela força do Espírito Santo, chegarem a crer que Jesus está vivo, mesmo que não tenham tido uma aparição sensível, como os Apóstolos.

O que o Senhor me diz no texto?

A quaresma impeliu-nos ao exercício árduo e difícil, por vezes, de olhar para nós mesmos a fim de reconhecer os pecadores ou desordens, e empreender um caminho de conversão.

O tempo pascal, por sua vez, convida-nos a exercer um olhar de fé sobre nossa realidade, a fim de nela descobrir a presença viva do Ressuscitado. Por isso, o grande tema deste tempo é a fé, ou seja, acreditar em sua Presença invisível. E chegar a ser feliz por crer sem ver.

Pois bem, não se trata de crer no ar ou no vazio; somos chamados a ter uma experiência, na fé, da Presença de Jesus Ressuscitado em nossa vida, semelhante àquela que os Apóstolos tiveram.

Esta Presença de Jesus escapa aos sentidos, pois não o podemos ver o tocar, como o fez Tomé; mas podemos, sim, sentir os efeitos de sua Presença, de sua passagem por nossa vida. O evangelho de hoje nos fala principalmente da paz que o Senhor concede aos seus. Junto à paz, temos a alegria, que o evangelho de hoje também cita. Intimamente unido a estas experiências está o tema do perdão dos pecados (a misericórdia) confiado à Igreja. Por fim, a raiz ou causa de tudo: o dom do Espírito Santo.

Além da fé, a outra condição indispensável para esta experiência de Jesus Ressuscitado é a inserção ou pertença comunitária. Também nisto o exemplo de Tomé é claro. Somente quando se incorporou à comunidade apostólica pôde encontrar-se com o Senhor. O Senhor faz-se presente na comunidade dos crentes e ali poderemos “vê-lo” com os olhos da fé.

Terminemos com as belas do Papa Francisco em sua recente exortação apostólica pós-sinodal Christus vivit nº 124: “Ele vive! É preciso recordá-lo com frequência, porque corremos o risco de tomar Jesus Cristo apenas como um bom exemplo do passado, como uma recordação, como alguém que nos salvou há dois mil anos. De nada nos aproveitaria isto: deixava-nos como antes, não nos libertaria. Aquele que nos enche com a sua graça, aquele que nos liberta, aquele que nos transforma, aquele que nos cura e consola é alguém que vive. É Cristo ressuscitado, cheio de vitalidade sobrenatural, revestido de luz infinita”.

Continuemos nossa meditação com estas perguntas:

1. Creio realmente na presença de Jesus ressuscitado em minha vida, embora não o veja fisicamente?

2. Já experimentei a paz e a alegria que Jesus ressuscitado me comunica?

3. Descubro Jesus presente em minha comunidade reunida para celebrar a fé?

4. Consigo testemunhar aos demais minha fé em Cristo ressuscitado, vivo e presente?

O que respondo ao Senhor que me fala no texto?

Obrigado, Jesus, por me convidares uma e outra vez a sentir-te vivo.

Obrigado por tua Paz.

Que eu possa experimentar a alegria que não tem fim,

mesmo nos momentos difíceis.

Minha fé às vezes vacila,

também hei de pôr minha mão em teu lado.

Que a força da Páscoa me ajude a reconhecer-te

como meu Senhor e meu Deus.

Faze-me sentir-me parte de uma comunidade,

que eu não creia que possa seguir-te na solidão.

Quero, com meus irmãos, os que são felizes por crer sem ver,

aceitar com alegria a missão de anunciar-te.

Amém.

4. CONTEMPLAÇÃO

Como ponho em prática, em minha vida, os ensinamentos do texto?

“Jesus Ressuscitado, ajuda-me a perceber tua passagem em minha vida”.

5. AÇÃO

Com que me comprometo para demonstrar mudança?

Durante esta semana, comprometo-me a visitar um irmão da comunidade e convidá-lo a rezar com o evangelho de hoje que meditamos.

“Um pouco de fé pode muito”

São João Crisóstomo

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Fonte: http://www.lectionautas.com.br

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