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22 de fevereiro de 2021Mudança interna: 3 meios muito eficazes

Se você sente que não é capaz de nada, experimente o caminho da privação, do amor pela pessoa ferida e do diálogo de uma criança com Deus Pai

O primeiro convite da Quaresma é a conversão. O Senhor pede que nos convertamos e acreditemos no Evangelho. Ele só quer que eu mude minha maneira de pensar, olhar, viver, amar.

Parece tão simples, mas é impossível para mim. Como vou fazer isso se me sinto tão fraco?

Os dias voam diante dos meus olhos e não sou capaz de nada. Toque o céu, acaricie o topo da montanha. Onde só chegam as águias. E eu tenho asas de pardal, não posso voar. Eu vivo andando, eu não vôo.

Quaresma: Mudança Interior

Eu preciso mudar tantas coisas em mim que me ancoram no chão, no passado. Eu não esqueço do que sou feito. Eu sou de Deus, eu sou dele. O Papa Francisco disse neste início de Quaresma:

“O jejum, a oração e a esmola, como Jesus os apresenta na sua pregação (cf. Mt 6,1-18), são as condições e a expressão da nossa conversão. O caminho da pobreza e da privação (jejum), o olhar e os gestos de amor ao ferido (esmola) e o diálogo filial com o Pai (oração) permitem-nos encarnar uma fé sincera, uma esperança viva e uma caridade operante”.

São os três pilares que Deus me deu nesta Quaresma para me converter. Três maneiras de viver uma nova vida. Eles são uma oportunidade de mudança interior.

Amor pelos feridos

Se eu dirigir meu olhar para quem sofre, estarei mudando minha atitude para com quem precisa de mim. Deixarei de ver isso como um problema alheio. Vou parar de olhar para os irmãos com desconfiança.

A esmola é a mudança do coração. É a transformação mais profunda que espero neste momento.

Preciso mudar minha atitude interior para que a Quaresma me transforme. Eu olho para o meu próximo com os olhos de Jesus. É isso que eu quero, uma mudança radical.

Privação

Nesta Quaresma fico “pobre”, esvazio-me de bens, deixo de pensar em comprar, em consumir. Eu paro de olhar para o que ainda me falta.

Sempre pode faltar alguma coisa. E esse sentimento de pobreza me faz bem.

Quando não tenho tudo à mão, não tenho tudo o que seria bom para mim, nem todas as minhas necessidades básicas estão atendidas. Essa experiência cura.

Eu me torno mais dependente de Deus esvaziando-me de minhas posses. O homem não vive só de pão, eu lembro, mas esqueço, acreditando que sim, que se eu tiver tudo, se tiver o que preciso, poderei viver em paz e contentamento.

Experimentar o vazio, a carência, a ausência, a perda, me faz bem. Porque assim me sinto mais uma criança dependente de Deus. Na minha pequenez Ele me salva.

Do que estou disposto a desistir desta Quaresma por amor a Ele? Tenho certeza de que posso viver com pouco.

Abrir mão de algo faz parte da vida. Quem renuncia é capaz de dar a vida por amor. Isso é o que me salva. A Quaresma me dá a oportunidade de crescer na renúncia pelo amor.


JESUS

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